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domingo, 13 de novembro de 2011

O Poeta é um fingidor...



"O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas da roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama o coração."




"Fernando Pessoa (1888 - 1935) foi um poeta e escritor português, nascido em Lisboa. É considerado um dos maiores poetas da língua portuguesa e da literatura universal.  Aos seis anos de idade, Fernando Pessoa foi para a África do Sul, onde aprendeu perfeitamente o inglês, e das quatro obras que publicou em vida, três são em inglês. Durante sua vida, Fernando Pessoa trabalhou em vários lugares como correspondente de língua inglesa e francesa. Foi também empresário, editor, crítico literário, jornalista, comentador político, tradutor, inventor, astrólogo e publicitário, e ao mesmo tempo produzia suas obras em verso e prosa. Como poeta, era conhecido por suas múltiplas personalidades, os heterónimos, que eram e são até hoje objeto da maior parte dos estudos sobre sua vida e sua obra. Fernando Pessoa faleceu em Lisboa, com 47 anos anos de idade, vítima de uma cólica hepática causada por um cálculo biliar associado a cirrose hepática, um diagnóstico hoje é dia é contestado por diversos médicos."
Os principais heterônimos de Fernando Pessoa são: 

- Alberto Caeiro, nascido em Lisboa, e era o mais objetivo dos heterônimos. Buscava o objetivismo absoluto, eliminando todos os vestígios da subjetividade. É o poeta que busca "as sensações das coisas tais como são". Opõe-se radicalmente ao intelectualismo, à abstração, à especulação metafísica e ao misticismo. É o menos "culto" dos heterônimos, o que menos conhece a Gramática e a Literatura. Vejam do livro O Guardador de Rebanhos:

"Se eu pudesse trincar a terra toda
E sentir-lhe uma paladar,
Seria mais feliz um momento...
Mas eu que nem sempre quero ser feliz.
É preciso ser de vez em quando infeliz
Para se poder ser natural...

Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se.
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies
E que haja rochedos e erva...

O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja..."

- Ricardo Reis, nascido no Porto, representa a vertente clássica ou neoclássica da criação de Fernando Pessoa. Sua linguagem é contida, disciplinada. Seus versos são, geralmente, curtos. Apóia-se na mitologia greco-romana; é adepto do estoicismo e do epicurismo (saúde do corpo e da mente, equilíbrio, harmonia) para que se possa aproveitar a vida, porque a morte está à espreita. É um médico que se mudou para o Brasil. 
"Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De arvores alheias.

A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nos queremos.
Só nos somos sempre
Iguais a nos-proprios.

Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.

Ve de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está alem dos deuses.

Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam."

- Álvaro de Campos, nascido no Porto, é o lado "moderno" de Fernando Pessoa, caracterizado por uma vontade de conquista, por um amor à civilização e ao progresso. Campos era um engenheiro inativo, inadaptado, com consciência crítica.

"Todas as cartas de amor são 
Ridículas. 
Não seriam cartas de amor se não fossem 
Ridículas. 
Também escrevi em meu tempo cartas de amor, 
Como as outras, 
Ridículas. 

As cartas de amor, se há amor, 
Têm de ser 
Ridículas. 

Mas, afinal, 
Só as criaturas que nunca escreveram 
Cartas de amor 
É que são 
Ridículas. 

Quem me dera no tempo em que escrevia 
Sem dar por isso 
Cartas de amor 
Ridículas. 

A verdade é que hoje 
As minhas memórias 
Dessas cartas de amor 
É que são 
Ridículas..."


Bom domingo
Bjs
Leka

sábado, 12 de novembro de 2011

Paixão e Liberdade - Flavia Cristina Simonelli

Oi Meninas,

Conforme nossa enquete realizada no nosso grupo no Facebook o escolhido foi Paixão e Liberdade - Flavia Cristina Simonelli
Vejam a sinopse:
"Pode um reencontro com o passado promover mudanças no presente? Quando duas amigas se reencontram após 20 anos, não são as mesmas pessoas, definitivamente. Mas os fantasmas do que já foram se misturam com os novos personagens em que se transformaram, provocando desconforto, assombro, desconcerto. Camila, uma jovem executiva que tinha tudo para fazer uma carreira brilhante em Marketing, acaba por tomar rumos completamente inusitados, em um país distante da Europa, onde vai conhecer a origem das dores do amor e da incompreensão. Já Isabel, sem tantas ambições profissionais, mas que desde cedo buscou viver com intensidade as emoções proporcionadas pelo amor, passou por duas relações importantes, que resultaram em uma viuvez e uma separação. Um romance arrebatador, que irá prendê-lo da primeira até a última linha."
Este livro eu ganhei do sorteio no blog O Simbolista e está novinho, com cheiro que acabou de sair da impressora..rsrrsrs, e autografado pela escritora.

Ela vai fazer uma viagem bem longa e só retornará pra casa em Setembro/2012 então eu peço que cuidem dele com carinho e muitoooo cuidado.

A Autora:
Flavia Cristina Simonelli nasceu em São Paulo, estudou no colégio Dante Alighieri e se formou em Letras e Administração pela Universidade de São Paulo. Em 2001, iniciou seus estudos de Antroposofia, vindo a concluir, anos depois, a Formação de Pedagogia Curativa e Terapia Social e em 2008, começou a cursar Formação Biográfica pela Escola Livre de Estudos Biográficos, com o intuito de aprofundar seus conhecimentos do desenvolvimento da vida humana, com base nas leis biográficas. Publicou seu romance de estreia, A Porta, em 2007.

Então o livro segue para os Correios nesta segunda -  14/11/2011, salvo algum acontecimento que atrase aí neste caso enviarei via Sedex para Lisy, pois ainda não encontrei um diário de bordo pra ele.

Espero que gostem
Boa Leitura!
Leka

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Dupla felicidade!

Boa tarde minhas Pérolas!
Hoje vim apresentar à vocês o resultado da opinião que cada uma me passou via email, quanto ao livro que gostaria de lhes enviar.
Os livros que pensei em mandar foram:
A Cabana (Wlliam P. Young)
Um livro diferente em que apesar de uma história super triste no início do livro, nos mostra como Deus é capaz de transformar até mesmo a maior de todas as dores em puro amor, tudo isso em uma explicação nada convencional sobre a Trindade e algumas coisinhas mais.

  Mulheres Inteligentes, Relações Saudáveis (Augusto Cury)
Esse comecei ler  hoje, mas já estou amando.
Augusto Cury, com toda sua inteligência e sabedoria escreveu realmente este livro direcionado à nós mulheres. Dentro do livro haverá alguns conselhos para homens inteligentes, tipo:
Homens inteligentes, sabem que as mulheres são adimiravelmente complexas, um mundo a ser explorado, um tesouro a ser descoberto. Elas são tão fascinantes que, o dia em que eles acharem que conhecem uma mente feminina, deveriam saber que erraram o diagnóstico.
Homens inteligentes têm consciência de que o mais calmo ser humano tem seus momentos de estresse, o mais ponderado tem reações incoerentes, o mais generoso tem seus momentos de egoísmo e, portanto, deveriam saber que quem não reconhece seus erros e pede desculpas, especialmente, para a mulher que ama e para seus filhos jamais alcançará a maturidade psíquica nem construirá relações saudáveis.

Poderia fazer mais e mais citações de ambos os livros mas vou deixar cada uma de vocês lerem e apreciar cada qual da sua forma.

Bia, mas por que mandou dois livros, mulher?
Porque, na hora da votação pensei em enviar A Cabana, com meu voto deu empate e ao ver o tamanho do livro de Augusto Cury fiquei com medo de alguém não gostar, pois quando minha amiga me entregou os dois hoje (comprei da revista da Avon, que a mãe dela revende) confesso que me senti decepcionada, mas a decepção já passou pois o conteúdo é maravilhoso, me fez até lembrar do ditado de os menores frascos carregam as melhores essências.
Então quem quiser ler os dois tudo bem, se não cada um escolhe o que desejar.
Espero que não fiquem chateadas.
Um big beijo e muita paz sempre!!!
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