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terça-feira, 8 de novembro de 2011

A importância de ler diferentes livros

No meu aniversário de 2004 eu esperava ganhar um livro que fosse um romance ou algo parecido. Eis que ganhei um livro: Margaret Mee,  de trezentos e sessenta e cinco páginas. Logo pensei:  Afe!   uma página para cada dia do ano! Era um livro pesado! Folheei rapidamente e vi ilustrações belíssimas, com desenhos de flores tão perfeitas e tão suaves, que logo cantamos os parabéns , para eu poder ler o livro. 

 Margaret Mee é um livro sobre a artista do mesmo,  uma ilustradora botânica britânica, que nos legou uma obra impressionante através de suas pesquisas e desenhos. Não é um livro para ler em uma noite ou uma semana. É um livro para ser lido por anos. É um livro de pesquisa, de estudo e, por isso, eu que não sou botânica e nem nada disso, leio aos poucos e devagarinho.

Cito um trecho do livro onde diz-se que "a ilustração botânica se propõe a representar a planta da maneira que ela é conhecida pela ciência, e tenta se igualar à descrição autorizadas das espécies. A identificação se dá através das semelhanças e diferenças que as espécies possuem entre si. 
 O objetivo final de uma ilustração científica é esclarecer e confirmar visualmente um texto escrito. Com sua arte, o ilustrador científico identifica a singularidade de uma espécie. Essa identificação é feita de maneira diversa e especialmente personalizada na arte de Margaret Mee, fazendo-nos ver a espécie identificada e observar uma experiência artística.
 Em seu trabalho, a pesquisadora define a morfologia de acordo com as exigências da ilustração botânica e a artista cria uma plasticidade inovadora. 
Utilizando tinta guache e a técnica tradicional de aguadas adquirida na Camberwell Shool of Art em Londres, ela desenvolveu um estilo inconfundível". p.53
Clusia grandiflora
Margarete Mee,  se concentrou a pintar suas plantas na Floresta amazônica e na Mata Atlântica e finalizava a obra com uma identificação completa. 
Margaret Mee,depois de pintar a clúsia, finalizou com a seguinte escrita: " A floresta estava cheia de plantas interessantes, e logo encontrei uma orquídea rara e uma moita de bromélias e avistei as flores cor de vinho de uma Clúsia. Ansiosa, baixei os galhos da árvore, e caiu sobre mim uma chuva de gotas de orvalho que reluziam como jóias no sol da manhã. Desenhar uma linda Clúsia, sentada no barco que balançava com as ondas do rio, não foi uma tarefa muito  fácil.
A Clúsia e conhecida na região como "Rosa da Mata" e "Apuí" na linguagem indígena. A flor se parece com uma porcelana de Dresden. Por dentro, as pétalas são cor de vinho escura e por fora são brancas com manchas de um rosa-acinzentado. O centro é amarelo e verde oliva. Se a Clúsia germinar nos galhos ou ao lado das raízes de uma árvore, à medida que cresce vai envolvendo a árvore em uma rede de raízes, sugando toda a seiva da vítima aprisionada. Com o tempo, a árvore morre, deixando a triunfante Clúsia em seu lugar".

Não é um texto lindo? Existem escritas e mais escritas, romanceadas . religiosas ou   científicas, e  de qualquer outro assunto. O último livro que li da *   Regina Monge,  * traz na primeira parte  como personagem um livro dotado de emoções que, esquecido torna-se depois um livro de sucesso!. O que eu quero dizer é que seja qual livro for, sempre nos deixa uma mensagem e devem ser lidos com esse propósito.Eu sou grata à Lisy que, mesmo com as inscrições fechadas me acolheu no nosso ex-Clube do Livro. 
 Então meninas, podemos não gostar de tudo, mas podemos tentar. Tento ler os mais variados temas  por que a meu ver, tudo tem um  significado e  importância no crescimento de cada um.  

Veja mais:  Margaret Mee
                 Margaret Mee

 

Coleção de Livros Infantis.

Recebi os livros do Itaú e minha nora também já recebeu.
Neste link
http://www.itau.com.br/itaucrianca
faz-se inscrição para receber os livros para crianças até seis anos, mas minha neta com 11 leu e gostou, foram 3 livros  Chapeuzinho Amarelo, Adivinha Quanto Eu Te Amo  e A Festa no Céu.
Este pedi para dar para uma criança que sei que a mãe não mexe com internet e não teria acesso para solicitá-los.
Se vierem mais a Duda lê e continuarei doando.
Minha filha depois que viu os livros fez a inscrição para os meninos.
Se não tem criança pequena faça e doe para quem não tem como receber.
Seria muito bom se mais empresas tomassem iniciativas assim.

Nasceu Homem e Morreu Menino...


"De tudo ficaram três coisas... 
A certeza de que estamos começando... 
A certeza de que é preciso continuar... 
A certeza de que podemos ser interrompidos 
antes de terminar... 

Façamos da interrupção um caminho novo... 
Da queda, um passo de dança... 
Do medo, uma escada... 
Do sonho, uma ponte... 
Da procura, um encontro!"

Fernando Sabino


Fernando Tavares Sabino (Belo Horizonte, 12 de outubro de 1923 — Rio de Janeiro, 11 de outubro de 2004) foi um escritor e jornalista brasileiro. Durante a adolescência, foi locutor de programa de rádio Pila No Ar e começou a colaborar regularmente com artigos, crônicas e contos em revistas da cidade, conquistando prêmios em concursos. No início da década de 1940, começou a cursar a Faculdade de Direito e ingressou no jornalismo como redator da Folha de Minas. O primeiro livro de contos, Os grilos não cantam mais, foi publicado em 1941, no Rio de Janeiro quando o autor tinha apenas dezoito anos, e sendo que alguns contos do livro foram escritos quando Fernando Sabino contava apenas quatorze anos. Tornou-se colaborador regular do jornal Correio da Manhã, onde conheceu Vinicius de Moraes, de quem se tornou amigo. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1944. Depois de se formar em Direito na Faculdade Federal do Rio de Janeiro em 1946, viajou com Vinicius de Moraes aos Estados Unidos da América, onde morou por dois anos em Nova Iorque com sua primeira esposa Helena Sabino e a primogenita Eliana Sabino. O encontro marcado, uma de suas obras mais conhecidas, foi lançada em 1956, ganhando edições até no exterior, além de ser adaptada para o teatro. Sabino decidiu, então (1957), viver exclusivamente como escritor e jornalista. Iniciou uma produção diária de crônicas para o Jornal do Brasil, escrevendo mensalmente também para a revista Senhor. Em 1960, Fernando Sabino publicou o livro O homem nu, pela Editora do Autor, fundada por ele, Rubem Braga e Walter Acosta. Publicou, em 1962, A mulher do vizinho, que recebeu o Prêmio Fernando Chinaglia, do Pen Club do Brasil. Em 1966, fez a cobertura da Copa do Mundo de Futebol para o Jornal do Brasil. Fundou, em 1967, em conjunto com Rubem Braga, a Editora Sabiá, onde publicou livros de Vinicius de Moraes, Paulo Mendes Campos, Otto Lara Resende, Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, Cecília Meireles e Clarice Lispector, entre outros. Publicou o em 1979, publicou O Grande Mentecapto, iniciado mais de trinta anos antes. A obra, que lhe rendeu o Prêmio Jabuti, e acabaria sendo adaptada para o cinema, com direção de Oswaldo Caldeira, em 1989, e também para o teatro. Em julho de 1999, recebeu da Academia Brasileira de Letras o prêmio Machado de Assis pelo conjunto de sua obra. Faleceu em sua casa em Ipanema (zona sul no Rio de Janeiro), vítima de T.A.F no fígado, às vésperas do 81º aniversário.
A pedido, o epitáfio é o seguinte: "Aqui jazz Fernando Sabino, que nasceu homem e morreu menino!"

Bom dia a todas
Bjs
Leka
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